quinta-feira, 26 de abril de 2018

Radiologia Invadida!


Alguém fez esse post em uma comunidade de facebook. Não consegui encontrar a autoria do post, logo o atribuo ao grupo em questão. Vendo a relevância do mesmo, decidi reposta-lo com o link para o original.


Sistema CONTER/CRTR’s não fiscaliza e profissionais sem habilitação operam equipamentos emissores de radiação ionizante.

Trabalhadores sem formação na área exercem funções de competência dos Tecnólogos e Técnicos em Radiologia.

Scanners de aeroportos, presídios, portos e fóruns são emissores de radiação ionizante, o que requer, para sua correta operação, a formação de Tecnólogo ou Técnico em Radiologia. Contudo, devido a ineficiência sistêmica do CONTER, tais aparelhos são operados por pessoas sem a qualificação necessária. Lamentável, pois, verdade seja dita, essa é a principal função do Conselho Nacional e, ainda assim, ele não consegue desempenhar de forma satisfatória.


Em recente visita à Brasília, representantes do SINTTARESP notaram que no próprio Congresso Nacional (na cara do CONTER) existem funcionários sem a qualificação adequada atuando na operação dos scanners corporais, os quais exercem suas funções sem quaisquer recursos de radioproteção, totalmente indiferentes à periculosidade da atividade que executam.

A radiação ionizante é nociva à saúde do trabalhador, mesmo que o equipamento emita baixas taxas de dose. Partindo deste princípio, nota-se que esses profissionais estão expostos à riscos, que poderiam ser evitados se o CONTER cumprisse com o seu papel e fiscalizasse esses locais.

Enquanto seus Conselheiros viajam para congressos e homenagens, os profissionais da Técnicas Radiológicas presenciam esse completo caos, que faz com que a profissão caminhe a passos largos para sua extinção.

Radiologia à Mercê

Não é apenas a Radiologia Industrial que está em condições de “abandono”, a Veterinária, Odontológica, e até mesmo a Ressonância Magnética sofre com a invasão de profissionais estranhos à profissão.

E este problema decorre graças a incapacidade da Autarquia Federal quando diz respeito a outros conselhos de classe. Derrotas e mais derrotas são somadas ano após ano, e o maior prejudicado é o profissional que investiu grandes esforços para se formar na área e, muitas vezes, não consegue ingressar ou se recolocar no mercado de trabalho.

Até quando teremos que suportar o descaso do Conselho Nacional com os profissionais da Radiologia? O mínimo que pedimos é que ele cumpra com suas obrigações e respeite a Categoria. Já passou da hora!

CONTER: Cumpra com suas obrigações, pois, sem uma fiscalização rigorosa, a radiologia continuará sendo invadida!

Que tal começar por Brasília? A situação que presenciamos é caótica!

Fonte: Atualiza Radiologia (Facebook)

sexta-feira, 9 de março de 2018

Irradiação de Alimentos

Os alimentos irradiados são aqueles que foram deliberadamente tratados com determinados tipos de energia radioativa, para se obterem algumas propriedades convenientes (por exemplo, para inibir a germinação ou para destruir as bactérias que contaminam os alimentos).

Além dos produtos alimentícios, muitos outros matérias são irradiados em escala comercial durante seu processo de produção entre eles cosméticos, artigos para hospitais, produto médicos e rolhas para garrafas de vinho.

Os alimentos radioativos, por outro lado, são aquele que foram acidentalmente contaminados por substâncias radioativas, procedentes de testes com armas atômicas ou acidentes com reatores nucleares, este tipo de contaminação não tem nada a ver com alimentos irradiados, que foram tratados para conservação ou para outros fins.

Equipamentos Utilizados para Irradiação de Alimentos

Atualmente, os equipamentos mais utilizados são os irradiadores de cobalto 60. Esses equipamentos consistem numa fonte de cobalto 60 instalada num “bunker”, ou seja, uma câmara de irradiação cujas paredes são blindagens de concreto. Essa fonte, quando não está em operação, fica armazenada numa piscina (poço) com água tratada, revestida por um “liner” (revestimento) de aço inox, no interior da blindagem.

Os alimentos a serem irradiados são colocados em “containers” e através de um monotrilho são conduzidos para o interior da câmara de irradiação gama. Operadores qualificados controlam e monitoram eletronicamente a fonte de radiação e o tratamento dos produtos, através de um controle situado fora da câmara de irradiação.

Para conduzir as operações, necessita-se de um operador (nível médio), carregadores (nível básico), um segurança (nível básico), e dois supervisores de proteção radiológica (nível superior e qualificado pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear). Todos os trabalhadores devem ser treinados.

O irradiador de grande porte é um equipamento empregado na esterilizados, com o intuito de conservar e, conseqüentemente, aumentar a vida útil do produto.

A Necessidade de Preserva Nossos Alimentos

Desde os primeiros tempos, as pessoas procuram cuidar melhor de seus alimentos utilizando variados métodos de preservação, de modo a controlar a sua deterioração, a transmissão de doenças e a infestação de insetos.

Através dos séculos, as técnicas de preservação de alimentos foram se desenvolvendo com o aumento do conhecimento científico. Os métodos atuais incluem o congelamento, a secagem, o enlatamento, a preparação de conservas, a pasteurização, a fermentação, o resfriamento, o armazenamento em atmosfera controlada, a fumigação química e a aplicação de aditivos preservantes. Hoje em dia a irradiação promete melhorar nossa habilidade de conservar os alimentos e, ao mesmo tempo, reduzir a incidência de algumas doenças próprias dos mesmos.

Doenças Transmitidas por Alimentos Constitui 
um Problema Mundial De Saúde.

Segundo o Comitê Misto De Especialistas em Segurança Alimentar da Organização Mundial das Nações Unidas para Agricultura e da Organização Mundial de Saúde (FAO/WHO), as doenças oriundas de alimentos contaminados são “talvez o maior problema de saúde do mundo contemporâneo e constituem um Importante fator de redução da atividade econômica”.

Nos Estados Unidos, o Centro para controle de Doenças e a Administração de Drogas e Alimentos estimam que anualmente, mais de 33 milhões de americanos adoecem, por contaminação microbiana. Estima-se que ocorram anualmente no Canadá, mais de dois milhões de casos.

Além da preocupação com a contaminação microbiana, também aumentam as exigências mundiais de qualidade dos alimentos. Assim, os problemas com armazenamento, transporte e processamento de alimentos exigem a busca de métodos alternativos de preservação. A FAO estima que de um quarto a um terço da produção mundial de alimentos e perdida devido a pragas, insetos, bactérias, fungos e enzimas que comem, estragam ou destroem as colheitas. E incalculável a magnitude da perda econômica associada a doenças originárias de alimentos e á rejeição de alimentos contaminados por parasitas e microorganismos patogênicos.

Métodos novos e eletivos são necessários para aumentar a oferta de alimentos sadios e seguros, para uma população mundial em expansão.

A irradiação de vários alimentos, particularmente frango, mariscos e carne de porco em contaminação com os métodos mais limpos de processamento de alimentos poderá reduzir, significativamente, a incidência de doenças causadas por microorganismos.

Como Funciona A Irradiação De Alimentos

Irradiação de alimentos é um processo físico de tratamento comparável á pasteurização térmica, ao congelamento ou enlatamento. Este processo envolve a exposição do alimento, embalado ou não, a um dos três tipos de energia ionizante: raios gama, raios X ou feixe de elétrons.

Isto é feito em uma sala ou câmara especial de processamento por um tempo determinado. A finte mais comum de raios gama, para processamento de alimentos, e o radioisótopo Cobalto 60. O alimento é tratado por raios gama, originados do Cobalto 60 em uma instalação conhecida como irradiador.

A energia gama é radiação eletromagnética de comprimento de onda muito curto, semelhante á ultravioleta, luz visível, infravermelho, microondas ou ondas de rádio usadas na comunicação. Nós usamos estas formas de energia em um grande leque de propósitos, por exemplo, para cozinhar alimentos em aparelhos de microondas.

A irradiação de alimentos emprega uma forma particular de energia eletromagnética conhecida por “radiação ionizante”. Este termo é usado porque essa radiação produz partículas carregadas eletricamente, chamadas “Ions”, em qualquer material com o qual entrem em contato.

Em circunstâncias particulares, a radiação ionizante é uma técnica de processamento de alimentos muito efetiva e útil.

A energia gama do Cobalto 60 pode penetrar no alimento causando pequenas e inofensivas mudanças moleculares que também ocorrem no ato de cozinhar, enlatar ou congelar. De fato, a energia simplesmente passa através do alimento que está sendo tratado e, diferentemente dos tratamentos químicos, não deixa que resíduos. A irradiação é chamada de “processo frio” porque a variação de temperatura dos alimentos processados é insignificante. Os produtos que foram irradiados podem ser transportados, armazenados ou consumidos imediatamente após o tratamento.

A irradiação funciona pela interrupção dos processos orgânicos que levam o alimento ao apodrecimento. Raios gama, raio X ou elétrons são absorvidos pela água ou outras moléculas constituintes dos alimentos, com as quais entram em contato. No processo, são rompidas células microbianas, tais como bactérias, leveduras e fungos. Além disso, parasitas, insetos e seus ovos e larvas são mortos ou se tornam estéreis.

Os Benefícios

A irradiação não é um “milagre” técnico capaz de resolver todos os problemas de preservação de alimentos. Ela não pode transformar alimento deteriorado em alimento de alta qualidade. Como também não é adequada para todos os tipos de alimentos, mas pode resolver problemas específicos importantes e complementar outras tecnologias.

Ela representa uma grande promessa no controle de doenças originárias de alimentos, tais como a salmonelose, que é um problema mundial. Também é efetiva na desinfestação, particularmente em climas quentes, em que os insetos consomem uma grande porcentagem da safra colhida.

A irradiação de alimentos pode aumentar o tempo de prateleira estocagem de alternativa ao uso de fumigantes e substâncias químicas, muitas das quais deixam resíduos.

Em muitos casos, alimentos irradiados em sua temperatura de armazenamento ideal e em embalagens a vácuo durarão mais e manterão por mais tempo sua textura original, sabor e valor nutritivo se comparadas com aqueles termicamente pasteurizados, esterilizados ou enlatados.

A Segurança Dos Alimentos Irradiados

A irradiação de alimentos tem sido objeto de pesquisas intensas por mais de quarenta anos. Organizações internacionais tais como FAO e a WHO revisaram estas pesquisas e concluíram que a irradiação de alimentos é segura e benéfica.

Similarmente, o valor nutricional de alimentos irradiados foi comparado com o de alimentos tratados por outros métodos, com resultados favoráveis.

Em 1983, a Comissão do Codex Alimentarius, um grupo das Nações Unidas que desenvolve normas internacionais para alimentos, concluiu que alimentos irradiados abaixo de 10 kGy não apresentam risco toxicológico.

Atualmente, níveis de tratamento dentro desta faixa, estão sendo mundialmente realizados.

Nem a energia gama, nem os níveis internacionais estabelecidos para aceleradores de elétrons podem fazer com que o alimento se torne radioativo, o processamento por radiação não torna o alimento radioativo da mesma forma que os raios X usados para a segurança em aeroportos não tornam as bagagens radioativas.

Níveis de Tratamento e Seus Efeitos

A irradiação de alimentos pode produzir uma variedade de resultados, dependendo do tipo do alimento e da quantidade de energia ionizante absorvida pelo mesmo. Esta energia é usualmente medida por uma unidade conhecida como Gy ou “o rad.”, sendo que 1 Gy = 100 rads.

kGy(quilogray) quando um quilograma de matéria absorve a energia de 1 Joule, diz-se que ela recebeu a dose de um Gray.


Alimentos irradiados já foram aprovados em dezenas de países ao redor do mundo. Alimentos são normalmente aprovados para irradiação em bases individuais. Por exemplo, nos EUA uma aprovação para se irradiar um alimento é concedida pela administração de Drogas (FDA), depois do exame de uma petição pode ser submetida por um indivíduo, uma empresa privada, uma instituição educacional ou qualquer outra entidade. Outros países tem procedimentos similares.

Alimentos irradiados para o consumo em mercearias devem ser rotulados com o símbolo internacional denominado “Radura”, mostrado na primeira edição do jornal. O símbolo deve ser acompanhado pelas palavras “tratado por irradiação” ou “tratado com radiação”. Esta rotulagem é exigida por lei, para informar aos consumidores que eles estão comprando um alimento que foi processado. Este aviso é necessário porque a radiação não deixa nenhum vestígio indicando que o alimento foi irradiado seja pela aparência, cheiro ou toque. Isto contrasta com outras técnicas de processamento, tais como cozinhar, enlatar ou congelar, processos em que se percebe o tratamento. Os alimentos irradiados. Cozidos em estabelecimentos tais como restaurantes não necessitam de nenhum rótulo ou declaração no cardápio, pois o alimento oferecido, obviamente terá sido processado. A rotulagem, também não se faz necessária no caso de ingredientes irradiados que entram em um composto alimentar em pequena proporção. Como exemplo disso pode-se citar um ingrediente seco ou tempero que foi processado por irradiação, e depois adicionado em pequena proporção em um produto alimentício.
Radura
Comercialização e Atitudes do Consumidor

A tecnologia de irradiação de alimentos recebeu, durante os anos noventa, um grande interesse do público, da imprensa e da indústria alimentícia. Isto se deve, principalmente, á instalação na Flórida, do primeiro irradiador Norte Americano totalmente dedicado á irradiação de alimentos, ao marketing inicial de alimentos tratados naquela instalação e a aprovação governamental da irradiação de carne de frango.

Estudos relacionados com o consumo, em base nacional, indicam que 45% a 55% dos consumidores desejariam comprar carne vermelha ou de frango irradiadas e, por isto, com índice reduzido de bactérias. O endosso do processo por entidades como Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a Associação Médica Americana (AMA), deram ao processo uma grande credibilidade junto aos consumidores. Testes de mercado em mercearias e demonstrações confirmaram o nível de aceitação do consumidor.

Produtos irradiados da Flórida estão á disposição dos consumidores em certos mercados dos Estados Unidos, desde 1992. Estes produtos são irradiados para a extensão do seu tempo de prateleira, e têm sido bem recebidos pelos consumidores. Morangos e cogumelos irradiados muitas vezes superaram, em volume de venda, os produtos não irradiados na proporção de 10 para 1 ou até mais. Em 1995, mamões importados do Havaí para serem desinfetados nos EUA foram vendidos para consumidores do meio oeste americano.

Carne de frango tem sido irradiada para controlar a Salmonela e colocada á disposição de mercados, limitados dos EUA desde 1993. Mais recentemente, o mercado de alimentos tem utilizado frango irradiado em quantidades crescentes. Estabelecimentos tais como hospitais e restaurantes têm utilizado este produto em bases regulares. Usando normalmente em suas cozinhas frango irradiado para redução de bactérias patogênicas, estes estabelecimentos reduzem o risco de contaminação cruzada de outros alimentos, durante a sua preparação. 

Exemplos de Alimentos Irradiados e não Irradiados

Diferença entre grãos de milhos irradiados e não irradiados depois de 5 anos.
Diferença entre grãos de feijão irradiados e não irradiados depois de 5 anos.
Saiba mais sobre a Irradiação de Alimentos

A irradiação de alimentos é um processo físico de tratamento de alimentos, comparável a pasteurização térmica, ao congelamento ou ao enlatamento. O processo em pauta envolve a exposição do alimento, embalado ou não, a uma quantidade controlada de radiação ionizante.

Considera-se a irradiação como a melhor tecnologia disponível para eliminação de bactérias nocivas presentes nos alimentos. Segundo estatísticas americanas, 85% das bactérias patogênicas contaminantes de alimentos encontram-se em vegetais crus, frutas frescas, frutos do mar, produtos de carne moída e ovos. A irradiação aumenta a qualidade e a segurança dos alimentos, ajudando a proteger os consumidores das bactérias prejudiciais a saúde. A irradiação também pode retardar o amadurecimento ou maturação de certas frutas e legumes, através da alteração dos processos fisiológicos dos tecidos da planta.

Embora tida como uma nova tecnologia por algumas pessoas, as pesquisas sobre irradiação de alimentos remontam o início do século XX. Junto com os métodos tradicionais de processamento e preservação de alimentos, como a refrigeração ou pasteurização, a tecnologia da irradiação de alimentos vem ganhando cada vez mais atenção.

O interesse no processo é crescente, devido as grandes perdas de alimentos por infestação, contaminação e deterioração; ao aumento progressivo das preocupações quanto às doenças originadas pelos alimentos; e ao crescimento de do comércio internacional de alimentos, os quais precisam satisfazer as normas de qualidade e quarentena de importação. Além disso, houve incremento de regulamentos restritivos ou mesmo a proibição total do uso de fumigantes químicos, muito utilizados para controle de insetos e micróbios nos alimentos. Com isso, a irradiação é uma alternativa efetiva para proteger alimentos contra danos causados por insetos, e também como um tratamento de quarentena de produtos frescos.

De acordo com a FAO (Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação), perde-se cerca de 25% da produção da produção mundial de alimentos após colheita, devido à ação de insetos, bactérias e roedores. A irradiação, como técnica de preservação, não resolverá todos os problemas de perdas de alimentos pós-colheita, mas pode ser importante ao reduzir perdas e diminuir a dependência de pesticidas químicos.

Doenças originadas a partir de alimentos representam uma ameaça comum à saúde humana, e são uma importante causa da redução da produtividade econômica, mesmo em países avançados que possuem sistemas modernos de processamento e distribuição de alimentos. doenças causadas por Escherichia coli, devido ao consumo de carne cozida, e doenças causadas por agentes patogênicos, tais como Tênia spp., Salmonella spp., Trichinella spiralis, Vibrio spp, Campylobacter jejuni e listeria monocytogenes, são problemas sérios em paises em desenvolvimento e, junto com outras doenças bacterianas originadas nos alimentos, causam milhões de casos por ano.

O tipo de radiação utilizada limita-se aos raios gama de alta energia, raios-X e elétrons acelerados. Para irradiação de alimentos, o radionuclídeo mais usado é o cobalto-60, produzido pelo bombardeamento com nêutrons do metal cobalto-59, em um reator nuclear. Os feixes de elétrons de alta energia são produzidos por maquinas capazes de acelerar elétrons até próximo da velocidade da luz, por meio de um acelerador linear. Os alimentos a serem irradiados são colocados em contêineres e, através de uma esteira, são conduzidos para o interior da câmara de irradiação, onde recebem a dose programada de radiação. Operadores qualificados controlam e monitoram eletronicamente a fonte de radiação e o tratamento dos produtos, através de um console situado fora da câmara de irradiação.

Para produzir as operações, necessita-se de operadores (nível médio), carregadores (nível básico), seguranças (nível básico) e dois supervisores de radioproteção (nível superior, certificados pela CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear). Todos os trabalhadores devem ser adequadamente treinados.

O processo de irradiação consiste na passagem do alimento através do campo de radiação, a uma velocidade prefixada para controlar a quantidade dessa energia, ou dose absorvida pelo alimento, o qual nunca entra em contato direto com a fonte de radiação. Portanto, o processo de irradiação não torna o alimento radioativo, nem tampouco o torna nocivo à saúde.

A irradiação também não afeta negativamente o valor nutricional do alimento. Como a irradiação é um “processo a frio”, isto é, não aumenta substancialmente a temperatura do alimento processado, as perdas de nutrientes são desprezíveis, significativamente menores do que as perdas associadas a outros métodos de preservação, tais como enlatamento, secagem e pasteurização a quente.

No Brasil, a ANVISA regulamentou a rotulagem dos alimentos irradiados. Além dos dizeres normalmente exigidos para os alimentos em geral, deve constar a expressão “ALIMENTO TRATADO POR PROCESSO DE IRRADIAÇÃO”. O logotipo internacional utilizado é conhecido como símbolo de RADURA.
Vantagens das Irradiações de Alimentos
A irradiação de alimentos possui uma série de vantagens sobre os métodos tradicionais, tais como:
Os fatores que influenciam o uso crescente da irradiação de alimentos são o esclarecimento e a aceitação publica do processo. contrariamente às estimativas antecipadas, tem sido demonstrado que, quando alimentos irradiados estão disponíveis no mercado, os consumidores os compram satisfeitos com a qualidade e a segurança do produto. Irradiação de alimentos é garantia de um abastecimento mais seguro.

Ficam aqui as seguintes indagações para reflexão:

“A irradiação interrompe os processos orgânicos de apodrecimento dos alimentos. Feijão, arroz e farinha poderiam ser assim armazenados por pelo menos quatro anos. Seria a irradiação de alimentos o processo que ajudaria o País no combate à fome, ao reduzir substancialmente a perda de alimentos, além de coibir a elevação dos preços na entressafra? Além de preocupações com a contaminação microbiana, aumentam também as exigências mundiais quanto à qualidade dos alimentos. O comércio de produtos alimentícios é um dos principais itens do comércio exterior, e os mercados seguem crescendo. Seria o processo de irradiação de alimentos o que ajudaria o Brasil a tornar-se uma das maiores potencias econômicas mundiais?”.

Matéria da Revista do CONTER “Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia” sobre Irradiação de alimentos. Ano 3 nº 7 abr/mai/jun 2004

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

A DOENÇA DO OSSO FANTASMA


Em 1838, Jackson descreveu a osteólise completa do úmero de um menino de 12 anos. Em 1955, Gorham e Stout relataram as principais características patológicas daquela que foi denominada de "doença do osso desaparecido com alterações vasculares intraósseas". Desde então essa doença vem sendo chamada de síndrome de Gorham, síndrome de Gorham-Stout, osteólise maciça, osteólise idiopática, doença do osso desaparecido, doença do osso fantasma, absorção espontânea do osso, entre outros.

A síndrome de Gorham-Stout é uma doença que apresenta osteólise idiopática de um osso ou área contígua próxima. A etiologia é desconhecida, sendo uma condição rara, de difícil diagnóstico e tratamento controverso.


O termo osteólise indica redução na quantidade de tecido ósseo visualizada em uma radiografia. Somente 64 casos foram relatados na literatura médica.

O paciente apresenta dor em alguma região, e ao fazer exames radiológicos, lhe é diagnosticada a perda de tecido ósseo localizado, que é na verdade substituído por tecido conjuntivo fibroso ou, tumores de vasos sanguíneos benignos “não cancerígenos”.

Há tratamento para isso?

Infelizmente não. Como nenhuma causa foi descoberta, a doença ainda não tem tratamento nem cura. Com isso, até o momento, temos poucas alternativas ao se descobrir à doença:

Ou se retira o osso que começou a desaparecer, ou  poderá ainda se administrar experimentalmente, um fortificante ósseo de bifosfanato. Em alguns casos, tentou-se tratar essa doença e seu comportamento como um câncer, nesse caso, foi feita a radioterapia tentando matar o tecido substituto.


Nem é preciso dizer que a gravidade da doença é relativa ao osso ou ossos acometidos. Desaparecer um osso da mão ou mesmo do braço, não será tão ruim como perder um osso da base do crânio por exemplo. Ou mesmo do tórax, pois o desaparecimento de ossos da caixa torácica podem levar a reter líquidos no pulmão ou pleuras pulmonares.

Com tamanha raridade da doença, fica dificil estuda-la. Até o momento não se sabe o que causa essa condição, e nenhum gatilho genético ou ambiental da doença foi se quer identificado com clareza.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Mulher descobre que tem ouro em seu joelho

Uma senhora de 65 anos da Coreia do Sul teve uma surpresa bem incomum ao fazer um exame de raio-x. Com problemas no joelho, ela descobriu que não tinha doença ou lesão alguma, mas sim pequenos pedaços de ouro presos em sua cartilagem.

Em um primeiro momento a senhora foi diagnosticada com osteoartite, doença degenerativa e que ataca diretamente as articulações. Como os remédios não fizeram efeito, os médicos pediram o raio-x. No exame, então, os pedaços de ouro foram descobertos como causa das dores.
O ouro estava no joelho pois ela era tratada com métodos de acupuntura. Em suas sessões, o especialistas deixava pequenos pedaços da agulha para aumentar a eficácia do tratamento. Como o raio-x indiciou a presença de ouro na cartilagem, é suposto que as agulhas usadas eram feitas deste material.

O resultado da técnica "diferente", porém, foram dores absurdas, já que o corpo humano repele e tente expelir qualquer corpo estranho que esteja em seu interior.

Fontes:
Yahoo Brasil em 15 de janeiro de 2014
Real Deodorense em 17 de janeiro de 2014

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Exames não provam que Tutancamon tenha sido assassinado

Não há sinais de que Tutancamon tenha sido atacado. 
Mas o mistério sobre sua morte persiste

Cairo - Os resultados das tomografias feitas na múmia de Tutancamon não indicam que o jovem faraó, que reinou no Egito há cerca de 3.300 anos, tenha sido assassinado. Mas o mistério em torno da sua morte, aos 19 anos, parece longe de ser solucionado.

"É virtualmente impossível provar como ele morreu", disse nesta terça-feira Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Superior de Antiguidades do Egito, ao anunciar as conclusões do estudo que começou há dois meses.

"Em resposta às teorias de que Tutancamon teria sido assassinado, a equipe não encontrou nenhuma evidência de qualquer pancada na parte posterior da cabeça ou outro sinal de que tenha sido atacado", afirma o comunicado apresentado pelo conselho.

Em entrevista, Hawass disse que os pesquisadores também consideram "extremamente improvável" que o jovem faraó tenha sofrido um acidente e ferido seriamente a região do tórax, como afirmam algumas teses.

Fratura e veneno

As tomografias revelaram uma fratura no fêmur esquerdo que poderia ter ocorrido pouco antes de sua morte e desencadeado um processo infeccioso capaz de matá-lo. "Ainda que a fratura em si não tenha posto em risco sua vida, uma infecção pode ter se estabelecido", diz o comunicado.

Mas há controvérsias neste ponto: "Parte da equipe acredita que a fratura possa ter sido causada pelos embalsamadores", ou seja, depois da morte de Tutancamon.

Sem provas concretas, restam os palpites. "Eu tenho duas teorias: ele deve ter morrido de causas naturais ou foi envenenado", disse Hawass. "Nós vamos estudar suas vísceras e verificar se os órgãos mostram algum sinal", explicou ele, ressalvando que a possibilidade de sucesso é mínima.

Saudável

O jovem faraó, segundo os pesquisadores, teve infância e adolescência saudáveis, com boa alimentação e nenhum sinal de desnutrição ou doenças infecciosas. Cresceu normalmente, sem desenvolver muito a musculatura.

Tutancamon tinha uma pequena fissura no palato, mas não estava associada a nenhum tipo de deformidade facial. Seus dentes incisivos eram grandes e o jovem tinha uma sobremordida acentuada, considerada característica de outros reis de sua família. Os dentes frontais inferiores eram ligeiramente desalinhados.

Os pesquisadores consideram normal o formato alongado do crânio do faraó e concluíram que a curva notada em sua coluna teria sido provocada pela maneira como os embalsamadores posicionaram o corpo do jovem.

Glória

A curta e gloriosa vida de Tutancamon desperta fascínio desde que sua tumba foi descoberta, em 1922, no Vale dos Reis - em Luxor, sul do Egito - pelo arqueólogo britânico Howard Carter. A descoberta trouxe à tona tesouros em ouro e pedras preciosas.

A equipe que escaneou a múmia do faraó é liderada por pesquisadores egípcios e composta também por três especialistas europeus - dois italianos e um suíço. Eles fizeram cerca de 1.700 imagens tomográficas da múmia. Este foi o primeiro estudo do gênero feito sobre um membro da realeza egípcia. O conselho não permitiu exames de DNA, apenas testes não invasivos na múmia.

A linhagem de Tutancamon é considerada também uma questão polêmica. Não está claro se ele é filho ou meio-irmão de Akhenaten, o faraó que instituiu uma revolucionária forma de monoteísmo no Egito antigo e que era filho de Amenhotep III.

Acredita-se que Tutancamon foi o 12.º faraó da 18.ª dinastia do Egito Antigo, e que teria ascendido ao trono com 8 anos de idade para morrer aos 19, em 1323 a.C.
Agencia Estado,
08 Março 2005