domingo, 9 de setembro de 2018

Classificação dos Ossos


Ossos Longos:
O comprimento se destaca em relação a largura e a espessura.

Ossos Laminares:
O comprimento e a largura se equivalem em relação a espessura.

Ossos Curtos:
Ocorrem Equivalência das dimensões.

Ossos Pneumáticos:
Localizados no esqueleto cefálico e apresentam cavidades, (seios / sinus) “os seios da face”.

Ossos Sesamóides:
Desenvolvem-se na substãncia de tendões musculares ou em células articulares, ajudam no movimento.


Irregulares:
Não possuem geometria definida.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Sistema Esquelético


Oficialmente o esqueleto possui 206 ossos. E é dividido em duas partes, esqueleto Axial e esqueleto Apendicular.

Esqueleto Axial:
É composto pelos ossos da cabeça, tórax e coluna.
Esqueleto Apendicular:
Como o nome sugere “apêndice” é algo pendurado, nesse caso, pendurado no esqueleto axial. Trata-se das estruturas da cintura escapular e pélvicas, ou seja, os ossos dos ombros, braços e mãos, e também da pelve, perna e pés.

Funções do Sistema Esquelético:

Alavancagem:
Realização dos movimentos.

Proteção:
O esqueleto forma arcabouços protetores dos órgãos internos.

Sustentação:
O esqueleto promove a sustentação de tecidos moles.

Reserva de íons:
O canal medular em ossos longos abriga a medula óssea amarela, reserva de Ca, P, K, Fe...

Hematopoiese:
Tecido localizado no interior das epífises dos ossos longos ou entre as placas dos ossos laminares, como produtor de células para o sangue.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Aparelho Locomotor


É o conjunto estrutural que se destina a dar os movimentos ao corpo. 

É formado por três sistema, os sistemas esquelético, muscular e articular.

Sistema Esquelético:
Parte do aparelho locomotor, sendo ela passiva dos movimentos, sendo por assim dizer, deslocados pelas contratilidades e alongamentos musculares.

Sistema Muscular:
Por meio da contratilidade do ventre muscular, essas estruturas deslocam as peças ósseas, sendo os elementos ativos da alavancagem.

Sistema Articular:
Qualquer movimento realizado, só ocorre nas uniões entre ossos.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Planos de Secção em Anatomia


Podem ser definidas como linhas imaginárias que facilitam os estudos anatômicos para as regionalizações estruturais.

Plano Médio Sagital:

Linha iaginária que divide o corpo humano em metades direita e esquerda iguais. Tem como referencia a sutura cranial sagital. Todas as estruturas proximas ao eixo serão medidais, distais ou laterais.

Plano Médio Coronal:
Plano que divide o corpo humano em anterior (ventral) e posterior (dorsal), tem como referencia a sutura cranial coronal;

Plano Axial ou Transversal / Horizontal:
Linha que divide as estruturas anatômicas em superior e inferior. Ao tronco podemos usar os termos:
Cranial (superiormente) e,
Caldal ou podálico (inferiormente).

quarta-feira, 9 de maio de 2018

RISCO IATROGÊNICO, você sabe o que é isso?!

Iatrogenia refere-se a um estado de doença, efeitos adversos ou complicações causadas por ou resultantes do tratamento médico. Contudo, o termo deriva do grego iatros (médico, curandeiro) e genia (origem, causa), pelo que pode aplicar-se tanto a efeitos bons ou maus.

Em farmacologia, o termo iatrogenia refere-se a doenças ou alterações patológicas criadas por efeitos colaterais dos medicamentos.

De um ponto de vista sociológico, a iatrogenia pode ser clínica, social ou cultural. Embora seja usada geralmente para se referir às consequências de ações danosas dos médicos, pode igualmente ser resultado das ações de outros profissionais não médicos, tais como psicólogos, farmacêuticos, terapeutas, enfermeiros, nutricionistas, dentistas, consultores financeiros, etc.

Além disso, doença ou morte iatrogênica não se restringe à medicina Ocidental: medicinas alternativas também podem ser uma fonte de iatrogenia, de acordo com a origem do termo.

Desde o tempo de Hipócrates que é reconhecido o potencial efeito lesivo das ações de uma pessoa que tenta curar. O princípio da não-maleficência (primum non nocere) é um ponto importante da ética médica, e a doença ou morte iatrogênica causada intencionalmente, ou por erro evitável ou negligência de quem cura, é considera um crime na maioria das civilizações.

Com o desenvolvimento da medicina científica ao longo dos séculos mais recentes, a grande evolução das técnicas e dos medicamentos disponíveis permitiu uma enorme queda da mortalidade iatrogénica.

Há muitas fontes de iatrogenia:

• Erro médico
• Negligência ou procedimentos com falhas
• Suicídio assistido (ex: Eutanásia)
• Má caligrafia nas prescrições
• Interação medicamentosa
• Efeitos adversos dos medicamentos
• Má utilização dos antibióticos, levando à criação de resistências
• Tratamentos radicais
• Erros de diagnóstico
• Infecções nosocomiais
• Transfusões sanguíneas
• Aumentar ocupação em UTIs de hospitais.

Erro médico e negligência:

Condições iatrogénicas não resultam necessariamente de erros médicos, tais como falhas durante uma cirurgia, ou a prescrição do medicamento errado. De fato, tanto os efeitos intrínsecos como os laterais de um tratamento médico podem ser iatrogénicos.

Por exemplo, a radioterapia ou quimioterapia, devido à agressividade necessária dos agentes terapêuticos, causam perda de cabelo (alopécia), anemia, vómitos e náuseas, entre outros.
Estes efeitos são iatrogénicos porque são uma consequência do tratamento médico. Outro exemplo é a perda de função resultante da necessidade de remover um órgão doente, como no caso da diabetes iatrogénica após remoção de parte ou todo o pâncreas.

Noutras situações, pode realmente ocorrer negligência ou falhas nos procedimentos, como quando uma prescrição com má caligrafia leva à dispensa do medicamento errado por parte do farmacêutico, agravar o estado do doente.

Efeitos adversos:

Uma causa muito comum de efeitos iatrogénicos, que acarreta significante morbilidade e mortalidade, é a interação medicamentosa, que ocorre quando um ou mais medicamentos alteram os efeitos de outros que estão a ser tomados pelo paciente, por exemplo aumentando ou diminuindo a sua acção.

Efeitos laterais tais como as reações alérgicas a medicamentos, mesmo quando são inesperadas, são uma forma de iatrogenia. A evolução de resistência aos antibióticos nas bactérias pode ser iatrogénica, já que geralmente ocorre como resultado de uma má utilização dos antibióticos.

Procedimentos médicos não provados:

Existem muitos exemplos, quer no passado como no presente, em que procedimentos foram ou são usados sem provas de que funcionem. Estes tratamentos não provados podem ser uma fonte de doença ou morte iatrogénica.

Atualmente, há casos de novos medicamentos (por exemplo contra o cancro) que são usados antes de estarem completas todas as fases do ciclo do medicamento, pelo que ainda são desconhecidos muitos dos seus efeitos.

A justificação para o seu uso, mesmo correndo o risco de causar efeitos laterais graves, é a de que esse doente esgotou todas as hipóteses de tratamento disponíveis, e tenta assim uma "cura desesperada" com um novo medicamento. Também se verificaram situações semelhantes durante o desenvolvimento dos primeiros medicamentos contra a SIDA, numa altura em que não havia opções de tratamento.

A adesão a teorias médicas especulativas já provocou também dano desnecessário a doentes. Os exemplos abundam:

• Wilhelm Fliess, um otorrinolaringologista austríaco, propôs a existência de uma neurose nasal reflexa, tendo tratado muitos pacientes através de anestesia da mucosa nasalcom cocaína, e cirurgia nasal.

• Sir William Arbuthnot Lane, um cirurgião britânico, realizou centenas de colectomias radicais (remoção completa do cólon) porque acreditava que cólons envenenados eram a causa de várias doenças, tais como obstipação, auto-intoxicação e outras.

• A remoção cirúrgica das amígdalas palatinas foi realizada durante várias décadas para um número de doenças, incluindo a suposta prevenção das infecções da garganta (faringite).

Incidência e importância:

A iatrogenia é um fenómeno importante, e um risco severo para os pacientes. Um estudo de 1981 refere que um terço das doenças num hospital universitário eram de causa iatrogénica, que cerca de um em dez eram consideradas major, e que em 2% dos doentes a doença iatrogénica levou à morte.

As complicações estavam mais fortemente associadas com a exposição a medicamentos. Noutro estudo, os principais fatores que levavam a problemas eram uma avaliação inadequada dos pacientes, falta de monitorização e acompanhamento, e a não realização dos testes de diagnóstico necessários.

Apenas nos Estados Unidos, registaram-se no ano 2000:

• 12 000 mortes em cirurgias desnecessárias;
  7 000 mortes por erros de medicação em hospitais;
  20 000 mortes por outros erros hospitalares;
  80 000 mortes por infecções hospitalares;
• 106 000 mortes por efeitos colaterais dos medicamentos (não por erro).
Estes números, que totalizam 225 000 mortes por ano, colocam a iatrogenia como terceira causa de morte nos Estados Unidos, após a doença cardíaca e o cancro, e a uma grande distância da causa seguinte, a doença cerebrovascular.
Ao interpretar estes números, é de notar que:

1.  A maior parte dos dados foram derivados de estudos em doentes hospitalizados.

2. As estimativas são apenas para mortes, e não incluem outros efeitos negativos.

3. As estimativas de morte devido a erro são menores que as do relatório IOM. Se forem usadas as estimativas mais altas, o número de mortes por iatrogenia pode variar entre 230 mil e 284mil.

Fonte: Wikipedia